Ads 468x60px

Redes Sociais

twitter linkedinrss feedemail

domingo, 15 de abril de 2012

Violência psicológica nas relações conjugais

Violência psicológica nas relações conjugais

Violência psicológica nas relações conjugais A violência psicológica é muitas vezes ignorada, desculpada, negada, ou minimizada pela mulher, porém pode ser tão prejudicial ou mais que o abuso físico, além de deixar cicatrizes profundas e duradouras. 

O agressor, frequentemente, utiliza palavras depreciativas ou humilhantes, capazes de abalar a auto-estima do cônjuge, que não percebe que está sendo vítima de manipulação em decorrência da ligação emocional que os une.

Protegida pelo silêncio, a violência emocional é frequente e atinge casais das mais diversas origens e classes sociais, porém, por ser sutil, o abuso emocional não é alvo de tanta atenção quanto na violência física.

O que é violência psicológica?
É qualquer conduta que cause na mulher dano emocional e diminuição a sua autoestima ou que lhe prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento ou que vise degradar ou controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões, mediante ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, vigilância constante, perseguição contumaz, insulto, chantagem, ridicularização, exploração e limitação do direito de ir e vir ou qualquer outro meio que lhe cause prejuízo à saúde psicológica e à autodeterminação.

É considerada cirme a violência psicológica?
Sim, a Lei Maria da Penha considera crime com pena de detenção de 3 (três) meses a 3 (três) anos a violência psicológica.

Se aplicam as medidas protetivas de urgência contra o agressor? 
Sim, se aplicam as medidas protetivas de urgência que obrigam o agressor: a se afastar do lar, domicílio ou local de convivência com a ofendida; restrigir ou suspender as visitas aos dependentes menores, ouvida a equipe de atendimento multidisciplinar ou serviço similar; a prestar alimentos provisionais ou provisórios.

Além da proibição de determinadas condutas, tais como: de se aproximar da ofendida, de seus familiares e das testemunhas, fixando o limite mínimo de distância entre estes e o agressor; de entrar me contato com a ofendida, seus familiares e testemunhas por qualquer meio de comunicação (telefone, redes sociais, email, etc.); proibição de frequentar determinados lugares a fim de preservar a integridade física e psicológica da ofendida.

Confira a entrevista do canal STF com a psicóloga Ciomara Schneider sobre violência psicológica nas relações conjugais.






É permitida a reprodução do conteúdo publicado neste espaço, desde que citada a fonte.


Recomendamos que leia também:




Sobre a Autora:
sobre Carla PontesCarla Pontes é editora de [Carla Pontes | Blog de Assuntos Jurídicos]Advogada, pós-graduanda em Direito Civil, negocial e imobiliário pela Universidade Anhanguera-UNIDERP; graduada em Fisioterapia com mestrado em Engenharia Biomédica pela UFPB.